
Em algumas entrevistas de emprego, o entrevistador costuma perguntar como me vejo daqui a cinco anos. Essa é uma pergunta difícil de responder, porque, há cinco anos, eu não conseguiria imaginar como estaria hoje. Acho que só daqui a cinco anos saberei como estarei e se meus planos deram certo.
Embora eu não possa alterar o passado, posso mudar a percepção que tenho dele e, principalmente, posso influenciar o meu futuro. Percebo que perdi muito tempo me preocupando e perseguindo coisas que hoje considero desnecessárias, enquanto deixei de fazer atividades importantes, como estudar outros idiomas, tocar violão e praticar exercícios.
No final de 2013, passei por um período difícil de saúde, enfrentando crises de pânico, estresse, ansiedade e despersonalização. Procurei ajuda médica e comecei a fazer tratamento. Ainda não estou totalmente curado, mas estou muito melhor e os sintomas estão diminuindo. Compreendi que minha melhora começou quando passei a gostar de viver. Apesar dos desafios e de tudo o que deu errado no passado, acredito que hoje sou mais sereno, maduro e feliz.
