
O Zigurate é uma das minhas bandas favoritas. Em 2013, foi o primeiro show que fui. Em 2018, assisti a duas apresentações, uma em fevereiro e outra em novembro. As letras da banda são muito especiais para mim, especialmente as do primeiro álbum, pois alguns trechos parecem refletir minha própria vida.











Na música, a frase “Como será que deve ser pra eu me fazer entender que sofrer é aprender” ressoa profundamente. Tento aprender com meu sofrimento, mas muitas vezes acabo sofrendo mais por repetir os mesmos erros. Já em “Adeus”, a linha “Adeus pra quem se isolou” conecta-se com minha experiência desde 2013, quando comecei a me isolar por causa da síndrome do pânico. Passar tanto tempo sozinho teve seu lado positivo, como o autoconhecimento e a distância de pessoas que me faziam mal. No entanto, agora enfrento dificuldades para me reconectar com o mundo após tanto isolamento.
A música “Despertar” também tem tudo a ver comigo. Quando mais jovem, eu era cheio de sonhos, entusiasmo pelas descobertas e sentia prazer em viver, com energia e vitalidade. Com o tempo, a vida perdeu o sabor, e hoje me encontro em um estado de apatia, sem conseguir encontrar graça em nada. Acredito que isso seja resultado da solidão, da carência afetiva e de tantos planos que deram errado. Ainda assim, agarro-me ao pouco de esperança que me resta, na expectativa de um dia recuperar o prazer pela vida e retomar meus sonhos, nem que seja para aproveitar um pouco mais este mundo.












Para mim, foi muito especial me divertir assistindo ao Zigurate e outras bandas ao vivo. Nos dois shows deste ano, a banda apresentou-se com uma nova vocalista, a Isis Sophia. Em meio ao isolamento, esses momentos foram preciosos, permitindo-me apreciar a música e encontrar diversão.