Psycho Carnival 2019

Neste ano de 2019, não pude ir à Zombie Walk, mas estive no Psycho Carnival no último dia do evento, quando tocaram meus amigos dos Jinetes Fantasmas e do Ovos Presley. Apesar dos últimos meses terem sido difíceis para mim, naquela noite me senti bem e me diverti muito com meus amigos.

A banda Zigurate de Curitiba em 2018

O Zigurate é uma das minhas bandas favoritas. Em 2013, foi o primeiro show que fui. Em 2018, assisti a duas apresentações, uma em fevereiro e outra em novembro. As letras da banda são muito especiais para mim, especialmente as do primeiro álbum, pois alguns trechos parecem refletir minha própria vida.

Na música, a frase “Como será que deve ser pra eu me fazer entender que sofrer é aprender” ressoa profundamente. Tento aprender com meu sofrimento, mas muitas vezes acabo sofrendo mais por repetir os mesmos erros. Já em “Adeus”, a linha “Adeus pra quem se isolou” conecta-se com minha experiência desde 2013, quando comecei a me isolar por causa da síndrome do pânico. Passar tanto tempo sozinho teve seu lado positivo, como o autoconhecimento e a distância de pessoas que me faziam mal. No entanto, agora enfrento dificuldades para me reconectar com o mundo após tanto isolamento.

A música “Despertar” também tem tudo a ver comigo. Quando mais jovem, eu era cheio de sonhos, entusiasmo pelas descobertas e sentia prazer em viver, com energia e vitalidade. Com o tempo, a vida perdeu o sabor, e hoje me encontro em um estado de apatia, sem conseguir encontrar graça em nada. Acredito que isso seja resultado da solidão, da carência afetiva e de tantos planos que deram errado. Ainda assim, agarro-me ao pouco de esperança que me resta, na expectativa de um dia recuperar o prazer pela vida e retomar meus sonhos, nem que seja para aproveitar um pouco mais este mundo.

Para mim, foi muito especial me divertir assistindo ao Zigurate e outras bandas ao vivo. Nos dois shows deste ano, a banda apresentou-se com uma nova vocalista, a Isis Sophia. Em meio ao isolamento, esses momentos foram preciosos, permitindo-me apreciar a música e encontrar diversão.

Shabureya 2×6 Imperial no José Germano da Costa

Pela primeira vez, assisti a um jogo de futebol amador em Curitiba, no Estádio José Germano da Costa, onde o Imperial venceu o Shabureya por 6 a 2, pela Copa de Futebol Amador da Capital. O estádio fica ao lado do Vila Hauer, que, no mesmo dia, derrotou o Ipiranga por 1 a 0. Um vídeo destaca a proximidade entre os estádios. A experiência lembrou-me dos jogos que via na LEDA, em Dourados. Com cerca de um século de tradição, o futebol amador, organizado pela Federação Paranaense, tem equipes modestas e torcedores apaixonados.

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São Paulo 1×1 Corinthians no Morumbi

Em 2015, assisti pela primeira vez a um jogo do São Paulo em um estádio, na Arena da Baixada, contra o Atlético Paranaense. Desde então, vi outros jogos, sempre com o São Paulo como visitante, o que aumentou minha vontade de visitar o Morumbi e ver meu time do coração jogando em casa. Pela televisão, acompanhei muitas partidas no Morumbi, um estádio icônico, palco de grandes vitórias e títulos. Finalmente, realizei o sonho de infância de estar lá para um jogo. No estádio, me senti como criança novamente, cantando o hino do São Paulo e vibrando com a torcida. Foi uma experiência inesquecível.

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