O campeonato sem final

O Chapecoense, time de Chapecó em Santa Catarina, classificou-se para a final da Copa Sul-Americana, onde enfrentaria o Atlético Nacional, da Colômbia. O primeiro jogo seria na Colômbia, e o segundo, no Brasil. Pelas regras, a final não pode ser disputada em estádios com capacidade inferior a 40 mil pessoas. Como a Arena Condá tem capacidade para apenas 22 mil, a Chapecoense precisaria jogar em outro estádio. Segundo o Globo Esporte, as opções eram a Arena do Grêmio, em Porto Alegre, a Arena da Baixada ou o Couto Pereira, em Curitiba. Torci para que escolhessem Curitiba, e no dia seguinte foi anunciado que a final seria no Couto Pereira. Eu estava muito animado para ir ao jogo e torcer pela Chapecoense, mas, infelizmente, essa partida não acontecerá.

Hoje, acordei com a trágica notícia do acidente aéreo que matou os jogadores que viajavam para a Colômbia. O voo partiu de Guarulhos, fez escala na Bolívia e caiu antes de chegar ao aeroporto JMC. Além dos jogadores e da comissão técnica, morreram tripulantes e jornalistas que cobririam o jogo. A Chapecoense, que em 2009 estava na Série D do Brasileirão, subiu divisões até chegar à Série A em 2014. O time vivia o melhor momento de sua história e estava prestes a disputar seus jogos mais importantes. Eu queria muito assistir à final, torcer pela Chapecoense e compartilhar sobre o jogo aqui no blog.

UPDATE: 07/12/2016

O acidente teve seis sobreviventes: os jogadores Alan Ruschel, Neto e Follmann, o jornalista Rafael Henzel e os tripulantes Ximena Suárez Otterburg e Erwin Tumiri. Desde o dia da tragédia, jogadores, clubes de futebol e outras modalidades esportivas do mundo todo prestaram homenagens dentro de campo e nas redes sociais. No dia em que seria realizado o primeiro jogo da final, a torcida do Atlético Nacional lotou o estádio em Medellín para homenagear. Hoje, houve um evento ecumênico no Couto Pereira, onde seria disputado o segundo jogo da final e, possivelmente, a celebração do título da Chapecoense.

Sonhos enquanto durmo

Tive dois sonhos bem malucos hoje. No primeiro, eu trabalhava como caixa em um mercadinho no Paraguai. Em certo momento fui até o fundo da loja e percebi que a infraestrutura era simples, até um pouco precária. Ainda assim, o ambiente tinha algo de acolhedor. Os colegas de trabalho e os clientes pareciam gentis e atenciosos. O mais curioso é que eles estavam me ensinando os nomes dos produtos em espanhol. Isso deixava o sonho ainda mais estranho, mas também interessante. Parecia haver ali um senso de comunidade e paciência. Como se o tempo passasse mais devagar e existisse espaço para ensinar e aprender. Algo raro atualmente, na correria do dia a dia.

No segundo sonho, eu estava sentado em um banco da praça em Dourados quando um cara se aproximou e me cumprimentou. Logo percebi que ele tinha me confundido com outra pessoa, que estava sentada num banco próximo. Essa pequena confusão foi simbólica. A sensação de sermos confundidos, mal interpretados ou de ocuparmos lugares que talvez nem sejam nossos.

A cena mudou para a rua da minha casa, onde dois caminhões estavam estacionados na esquina. Sem motivo claro, subi em um deles, que seguiu pela Avenida José Roberto Teixeira, sentido oeste. Acompanhei o trajeto no tablet, observando o pontinho do mapa se mover, como um espectador da minha própria vida. Ao nos aproximarmos do Parque Antenor Martins, notei pessoas sentadas no caminhão e pedi que avisassem o motorista que eu queria descer. Ao descer, ele me deu um par de algemas com chave. Um presente estranho, que sugeria tanto prisão quanto a possibilidade de liberdade. Atravessei a rua e vi o parque cheio, mesmo à noite, cheio de vida e movimento. Acordei sem entender as algemas, com a sensação de que sonhos não precisam fazer sentido, mas sim provocar perguntas que ainda não sabemos formular.

Paraná 1×2 Criciúma na Vila Capanema

O Campeonato está na reta final, e hoje estive na Vila Capanema para assistir ao jogo entre Paraná e Criciúma. O Paraná precisava da vitória para garantir a permanência na Série B. Apesar da derrota, o time não corre mais risco de rebaixamento, já que Bragantino e Joinville também perderam seus jogos. A partida foi tensa, com três expulsões. O árbitro era o mesmo do jogo que vi em 2015 entre CAP e São Paulo. Ano passado, quando assisti Paraná e América MG, o jogador Ricardinho defendia o Paraná, hoje, ele jogou pelo Criciúma.

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Especial de 1 inscrito

Criei o blog e o canal com foco na qualidade, não na quantidade. Fiz pensando que talvez só eu fosse assistir aos conteúdos, mas com a esperança de, um dia, poder mostrá-los para alguém. Uma pessoa se inscreveu no canal e começou a seguir o blog. Espero que outras também façam isso no futuro, mas, para mim, já é muito significativo saber que pelo menos uma pessoa está acompanhando. Por isso, gravei um vídeo para agradecer ao meu primeiro inscrito.

Loja de instrumentos musicais

Nunca comentei no blog sobre os sonhos que tenho enquanto durmo, principalmente porque costumo esquecê-los pouco tempo depois de acordar. Mas essa noite foi diferente: sonhei que estava numa loja de instrumentos musicais. Quem me atendeu foi uma menina de óculos, que parecia ter menos de 15 anos. Ela me perguntou o que eu queria, mas percebi que ela já estava ajudando dois garotos que disseram fazer parte de uma banda. Pedi que ela terminasse de atendê-los primeiro e depois falasse comigo.

Enquanto isso, comecei a tocar um violão azul claro. Foi então que apareceu outro vendedor, um homem adulto. Falei que queria comprar um violão, e ele me mostrou um modelo preto que não me agradou muito. Logo em seguida, notei outro violão preto, mais bonito e parecido com o que eu tinha, mas esse estava danificado. Perguntei ao vendedor se ele tinha um novo daquele mesmo modelo. Com um olhar triste, ele disse que aqueles eram os últimos, porque a loja estava prestes a fechar. Saí da loja e acordei pouco depois.

Curiosamente, algo parecido aconteceu comigo na vida real. Alguns anos atrás, em Curitiba, entrei numa loja na Praça Osório que estava fechando e fazendo uma liquidação. Na época, acabei não comprando nenhum instrumento.

Presentes para o Milho Wonka

No ano passado, enquanto estava em São Paulo, vi o youtuber Milho Wonka, do canal ChocolaTV, na fila para o show da Lacrimosa. Durante nossa conversa, mencionei que enviaria algo de Curitiba para ele. Pouco tempo depois, mandei uma caixa com uma carta e alguns presentes. Hoje, ele postou um vídeo em que abre as caixas enviadas por fãs à sua caixa postal.

Óculos espião

Comprei no Mercado Livre um óculos escuro equipado com uma câmera. Esse óculos espião possui dois botões: um deles serve para ligar, desligar, iniciar e encerrar as gravações; o outro, com o desenho de uma câmera, é usado para alternar entre os modos. Há duas pequenas luzes que indicam o modo: a luz vermelha sinaliza o modo de vídeo, a luz azul indica o modo de fotografia, e ambas acesas juntas representam o modo de gravação de áudio. O microfone é sensível. Segundo o manual, ele não deve ser carregado por mais de 4 horas, pois isso pode danificar a bateria. Os vídeos são gravados em formato AVI.

LAN House como nos velhos tempos

Hoje tive que ir a uma LAN House porque mudei de casa e ainda não tenho internet instalada. Passei a madrugada na Replay LAN House, que fica na Rua Cândido de Leão, 45, perto da Praça Tiradentes, no Centro de Curitiba. Antes de ter internet em casa, eu frequentava a NJS LAN House, que fechou e hoje é um sebo. Ela ficava ao lado da Universidade Federal do Paraná, na Rua Alfredo Bufren, 183. Passei muitas madrugadas lá. Adorava aquele clima de paz e silêncio, sempre comia um salgadinho e tomava um suco enquanto usava o PC.

Eu tinha uns 10 anos quando usei um computador pela primeira vez. Foi na Escola Joaquim Murtinho, onde estudei em Ponta Porã. Lá, a sala de informática me apresentou aos programas e comandos básicos. Depois, fiz um curso de informática e aprendi coisas simples como digitação, Word, Excel, MS-DOS e me divertia fazendo desenhos no Paint. Mas, até então, eu ainda não tinha acessado a internet. Isso mudou aos 13 anos, em 2003, quando voltei a morar em Dourados. Um dia, uma rádio estacionou um ônibus perto de um parque, e dentro dele havia computadores com acesso à internet. As pessoas podiam entrar e usar por alguns minutos. Foi ali que conheci a internet. Lembro que acessei sites de humor que ouvia falar na TV, como Humortadela e Kibeloco. Fiquei impressionado. Pra mim, foi algo fantástico. No ano seguinte, várias LAN Houses começaram a surgir pela cidade, e eu passei a frequentá-las.

As LAN Houses eram o lugar pra acessar a internet, especialmente redes sociais como Orkut e MSN, fazer pesquisas, trabalhos escolares ou se divertir com jogos e conteúdos de humor. Com o tempo, as conexões de internet ficaram mais baratas, os computadores também, e os celulares evoluíram, passando a ter acesso à rede. Isso fez as LAN Houses perderem clientes. Muitas fecharam ou viraram lojas e outros negócios ligados a informática. Hoje, restam poucas.

Câmera Reader’s Digest PN 919

Meu avô tinha uma câmera que ganhou de brinde por ser assinante da revista Reader’s Digest. Quando ele faleceu, minha mãe trouxe a câmera de Dourados, mas ela se perdeu porque minha família a emprestou para alguém que nunca a devolveu. Um dia, enquanto navegava no Mercado Livre, encontrei uma câmera idêntica à venda por R$ 38. Comprei, e ela chegou hoje. Embora não seja a câmera original do meu avô, é igual e serve como uma lembrança. Trata-se de uma câmera simples, totalmente analógica e manual, sem flash, que não usa pilhas. Pretendo usá-la em breve para tirar algumas fotos.

Recuperando arquivos com o Recuva

Geralmente, falo de coisas boas no blog, mas hoje vou contar um desastre desta semana. Ao instalar o Windows 10, coloquei meus arquivos numa partição do HD, achando que estavam seguros. Porém, o sistema exigia discos GPT, e não NTFS, eu nem sabia o que isso era. Um tutorial mandou converter via prompt de comando, mas formatou tudo, e perdi os arquivos. Poderia ter feito backup em CDs ou pen drive. Pesquisei no Google e achei o Recuva, para tentar recuperar.

Instalei o Recuva e, após horas escaneando, recuperei alguns arquivos. Vieram desorganizados, sem nomes originais. Salvei numa pasta, separei por tipo e filtrei os formatos conhecidos. Agora, reviso pra separar os úteis e descartar os corrompidos ou desnecessários. Muitos estão danificados, mas servem pra lembrar nomes e baixar novamente. Foram horas perdidas só de pensar no tempo que levei pra baixar, converter, editar e organizar esses arquivos.

Não perdi tudo, porque salvei muito na internet: OneDrive, MediaFire, YouTube, Dailymotion, Facebook, blogs e sites favoritos. Vou recuperá-las com o tempo, mesmo que leve meses. Já perdi arquivos importantes antes, mas agora serei mais cuidadoso, salvando na nuvem e em mídias físicas pra não depender do Recuva nem perder mais tempo e parte da minha história.

J Malucelli 1×0 Operário no Ecoestádio

Hoje fui ao Estádio Janguito Malucelli, mais conhecido como Ecoestádio, para assistir a um jogo da Série A do Campeonato Paranaense. Paguei R$ 40 pelo ingresso. Estava chovendo forte, o que deixou as arquibancadas com pouca gente. O time da casa entrou em campo com seu tradicional uniforme branco e cinza, enquanto o visitante era o Operário Ferroviário, de Ponta Grossa, atual campeão paranaense. A chuva prejudicou o jogo, que teve apenas um gol, com vitória do J Malucelli. Fui para conhecer o estádio. Esse campo é mundialmente famoso por ser um estádio ecológico, construído ao lado de um belo bosque.

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